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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O NASCIMENTO DOS "JUNIORES"



Durante alguns anos, estive meio desligado do futebol, tendo regressado ao meu interesse, nas férias de 1992, quando o meu primo Cláudio Oliveira, me convidou para participar nuns treinos que iriam haver, porque o clube estava com idéias de fazer uma equipa de juvenis. Eu aceitei o desafio, mas como quase não conseguia agüentar uma corrida, e tinha muito pouca habilidade técnica, fui treinar para guarda-redes.
O treinador da equipa era um senhor meio calvo, de uma calma tremenda, sempre com um sorriso, mas muito interventivo, chamado Isidro Semblano.
Recordo-me que, no primeiro treino que tivemos, fui dos primeiros a chegar, estando lá um rapaz magrinho, meio loiro, muito calado e sério, de olhos azuis, que já vinha vestido de casa, com um equipamento bordeaux da Avibom, que não era outro senão o atual “capitão” Nuno Cardoso. Após alguns treinos, acabamos por ser selecionados quase todos, e, assinamos pelo Nespereira FC. O primeiro plantel de juvenis (época 1992/93), era treinado por Isidro Semblano, auxiliado por Cláudio Oliveira, na gestão de Amadeu Teixeira, e os jogadores foram: Pedro”Bela”  Semblano, Charanga, Ercílio “Cilinho”, Nuno Cardoso, Nuno Carlos, Bateira, Renato, Carlos “Lobo”, Helder “Raposo”, Zé Luís (da Generosa), Betinho, Henrique, Vítor Semblano, Márcio Correia, Filipe “Barra Azul”, Luís “Pêga”Semblano, Simão Pinto, Rui Dias, Nandito, Ruizito, Manuel “Batoques” e Mário “Nicho” Abrantes.
Eu pouco ou nada (!!!) joguei, porque eu era o suplente do suplente! Mas ficava imensamente feliz por fazer parte do grupo. Lembro-me que o nosso primeiro jogo, foi contra o Carvalhais, e que nós ganhamos. Obviamente, a equipa era muito guerreira, muito valorosa, mas não era taticamente inteligente, pois dependia imensamente da habilidade de Ruizito, da precisão de passe do Nandito, e da força do Nicho. O Sr. Isidro não era um treinador que gostava muito de estar constantemente a mudar de jogo para jogo. A equipa base para ele era, geralmente, esta: Pedro “Bela” na baliza; Nuno Cardoso, a lateral direito; a centrais, eram o Nuno Carlos e o Bateira; e a lateral esquerdo, o problemático Renato, colecionador de cartões vermelhos;  a “trinco” geralmente jogava o Filipe, que ia alternando com a posição de lateral esquerdo, quando o Renato era expulso; e depois no meio campo, jogava o Nandito e o Luís Semblano, que na primeira época, era sempre um dos sacrificados nas substituições; depois a jogar nas alas, ele punha o Ruizito, no lado esquerdo, e do lado direito, ora era o Manuel “Batoques”, ora era o Simão Pinto, com o Mário “Nicho” a ser o ponta-de-lança.
Nós demonstrávamos uma alegria sem precedentes, às vezes, com jogo marcado para as 10 horas da manhã, e nós a sairmos de Nespereira, com uma geada tremenda, e um frio quase polar, para irmos para Viseu, S. Pedro do Sul, Lamego, em carrinhas particulares, com o pessoal apertado, mas com uma disposição para jogar fora do comum. Mesmo com as dificuldades, que eram a falta de condições, as péssimas estradas, a equipa demonstrava uma garra exemplar.
O nosso primeiro equipamento era uma camisola branca muito fininha, com detalhes nos ombros pretos, e,  com uma cruz de malta, com o patrocínio a dizer “Móveis Belita”; os calções eram pretos, assim como as meias. Muitos dos nossos jogadores, quando era Inverno, jogavam de camisola interior, para combater as temperaturas da serra que cercavam as localidades onde jogávamos.
Fizemos a primeira época bem, terminando em 7º lugar,mas mesmo assim, o nosso treinador, viu que haviam falhas na equipa: a insegurança do Pedro, a falta de alguma força no meio-campo, e a falta de mais alguém na frente de ataque. Na segunda época, a equipa deixou de ser juvenis, e passou para a categoria de Júniores, já contando com Rogério, Nuno Fonseca, China, Pedro “Cangalhas” Lutero, e Kosta, acabando esse campeonato em 4º lugar.

1 comentário:

  1. Pequenas "istórias" de meninos, que hoje são homens, muito por responsabilidade do trio que o Ercílio refere...é bom recordar....apenas corrigir e complementar com o seguinte: As classificações desta geração foram as seguintes, com base nos dados que me foram remetidos pela AFViseu:
    92/93 - Juvenis Norte - 4.º lugar em 13 equipas com 34 pts;
    93/94 - Juniores Norte - 6.º Lugar em 9 equipas com 24 pts;
    94/95 - Juniores Norte - 2.º Lugar em 10 equipas com 37 pts; acesso à fase final
    95/96 - Juniores Norte - 2.º Lugar em 14 equipas com 62 pts; acesso à fase final
    96/97 - Juniores Norte - 4.º Lugar em 12 equipas com 45 pts;
    Foi o último ano com o nucleo duro dos pioneiros jovens, sendo que no ano anterior já metade tinha subido a sénior.
    Desde esta altura só em duas épocas não houve formação no "nispra", sendo que se conseguiram algumas boas classificações em iniciados (com 2 3.º lugares) e mais recentemente as escolas disputaram uma fase final...

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