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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A MINHA ENTRADA NO NESPEREIRA COMO DIRIGENTE...



Voltando ao futebol, preparava-se a época de  2000/2001. Em vésperas de Assembleia Geral do Nespereira FC, estava eu a descer a Escadaria 4 de Julho, que dá acesso à Junta de Freguesia de Nespereira, quando cruzei com o presidente do clube, Isidro Semblano, que esteve falando comigo, e assim, me convidou para fazer parte dos corpos gerentes. Eu prontamente aceitei, e assim assumi o meu primeiro cargo no Nespereira FC, de vogal da Direção.
A partir daqui, deixo de relatar as coisas como adepto, mas passo a relata-las como dirigente desportivo.
Isidro Semblano optou por escolher como treinador dos seniores, um jogador do Nespereira, bem conhecido e acarinhado por todos: Vítor Andrade.
Vítor Andrade é um dos jogadores mais tecnicistas que o Nespereira teve. Sempre com semblante sério, e de falar muito pouco, adepto fervoroso-quase doente-pelo Benfica, Vítor Andrade tinha acabado de tirar o curso de treinador recentemente. Com o seu ar sério, conseguia levar quase tudo para a brincadeira, recordando-me de uma pequena entrevista, que fiz a ele para o jornal “Gazeta Nespereirense”, em que perguntei-lhe quais os seus objetivos para a época que se aproximava, e ele respondeu:
- Bom...Primeiro, vencer os jogos; depois, vencer o campeonato; e por final, ganhar a Liga dos Campeões!- terminando esta passagem, com um sorriso cínico, mesmo sem dar a entender que estava brincando.
Logo na primeira reunião, recordo-me de ver aquela salinha, que estava posicionada no lado direito da escada que dava acesso ao salão, toda cheia de várias pessoas sempre ligadas ao futebol. Isidro Semblano, Hernâni Andrade, Júlio Semblano, Amadeu Teixeira, Jorge Monteiro, Toni Resende, Claúdio Oliveira, Rui Semblano, Ricardo Teles, Américo Pinto eram alguns dos nomes que faziam parte dos corpos gerentes do clube. Ali, sendo a minha primeira reunião, todos resolveram dar as suas opiniões sobre as necessidades do clube, e me lembro, que cheguei na minha altura de falar, e, sem medo propus que o Nespereira FC poderia ter uma equipa feminina. A proposta não foi levada a sério, e até foi gozada pelos presentes!
Na altura, Nespereira tinha um grupo de raparigas muito talentosas com a bola, que era o caso da Maria João Tavares, Vera Pinto, Célia Fonseca, Ana Maria Gonçalves, Marcela Almeida, que às vezes, eu via elas jogarem futebol na escola, e eram umas autênticas vencedoras.
Apesar de tudo, a proposta nem foi levada a sério, inicialmente!

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