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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

3º RESULTADO PARCIAL DA SONDAGEM DA EQUIPA DO NESPEREIRA

Nesta semana, a equipa não sofreu grandes mudanças, a não ser o guarda-redes Branco, que tomou o lugar de João Bernardo, tendo 23% dos votos na categoria dos guarda-redes!
Na defesa, tudo na mesma, com Ricardo a ser considerado o melhor lateral com 29%, e um empate nos centrais, com Vilarinho e Nuno Cardoso a serem os mais votados, com 36% ambos, se distanciando de Hernâni, com metade dos votos.
No meio-campo, a entrada de Paulo Monteiro é a novidade, conseguindo atingir os 25% de Pepe e de Vítor Andrade.
No ataque, Vítor Diogo e Nuno Carlos se consolidam cada vez mais, assim como no cargo de treinador, em que Mário João é cada vez mais reconhecido!
Votem para sabermos o melhor "onze" do Nespereira!

O MAU-PERDER DO SERNANCELHE; O JOGO DE SOUSELO; O ÍNICIO DO FIM DA "ERA ISIDRO" E O REGRESSO DO DERBY "MACIEIRA-NISPRA"



Depois, na semana seguinte, tivemos outra deslocação complicada: Sernancelhe!  Num campo imenso, o Nespereira jogou com o Sernancelhe, de maneira bem renhida, e muito corajosa! O Nespereira esteve ganhando por 3-1, com golos de Nuno Cardoso, e dois tentos de Carlitos. Paulo Monteiro fez uma exibição espectacular contra o Sernancelhe, sendo ele o assistente dos dois golos de Carlitos. O Sernancelhe ainda reduziu para 2-3.Mas, no final, num livre, Sérgio Silva e Jorge Ramalho atrapalham-se, e Sérgio Silva acaba por fazer auto-golo, permitindo ao Sernancelhe o empate. No final, os jogadores do Sernancelhe estavam muito exaltados, e protestavam contra o árbitro, e após a equipa do Nespereira já ter entrado para os balneários, alguns jogadores do Sernancelhe agrediram fisicamente o árbitro, na entrada do acesso aos balneários. Isidro Semblano ainda estava do lado de fora, e como foi preciso a intervenção da GNR, para retirar o árbitro do meio da confusão, Isidro Semblano encostou-se ao árbitro que estava sendo abraçado pelo oficial da GNR, e que ameaçava os jogadores de prisão, caso alguém tocasse nele, e disse muito discretamente:
- Senhor árbitro, isto é um  escândalo! Ponha isso no relatório! Se for preciso, eu serei sua testemunha!- Mas, creio que o árbitro nem deverá ter referido este incidente no seu relatório.
O regresso de um “derby” também é motivo de referência. Neste caso, com o Souselo. Em casa do adversário, o Nespereira começou o jogo de melhor forma, aos 7’ de jogo, Paulo Monteiro, de cabeça, põe o Nespereira em vantagem no campo do Souselo. Após isto, o jogo começou a endurecer, e o nosso guarda– redes Jorge Ramalho, teve de sair substituído por Pedro Semblano. O Nespereira iria sofrer o golo do empate ainda antes do final da primeira parte.
Na segunda parte, Isidro Semblano, mexe na equipa, e troca Rui Teles por Pepe, e Paulo Sérgio por José Júlio. A imaginação de Pepe não ajudou muito na altura, e o Souselo, num lance muito duvidoso, iria alcançar a vantagem, num lance precedido de uma falta inexistente. No final do jogo, depois de ganharem o jogo, o guarda redes e o capitão da equipa, na altura dirigiram– se ao público nespereirense, maioritariamente mulheres,  e fizeram gestos obscenos, debaixo do olhar indiferente do árbitro, realizando uma triste figura!!!
Nessa época, baseado numa folha que Isidro Semblano fazia semanalmente, com os resultados e classificações dos campeonatos, e expunha nos diversos cafés da freguesia, idealizei uma espécie de folheto, tipo jornal chamado “Bola do Ardena”, com os resultados, equipas e apreciação do jogo, que mostrei ao mesmo, mas ele não se mostrou muito interessado no possível projeto, que o deixei na gaveta.
A partir do próximo jogo, o ambiente dentro do balneário nespereirense iria ficar mais pesado.
O Nespereira recebeu a equipa do Carvalhais, e a equipa visitante marcou primeiro, saindo para o intervalo, ganhando por 1-0. A meio da segunda parte, o Carvalhais aumenta o marcador para 0-2, mas logo de seguida, num pontapé livre, Nuno Cardoso reduz para 1-2, vindo a correr para mim e dedicando-me aquele golo que nunca mais vou esquecer.  O público nespereirense reanima, e tenta incentivar a equipa. Só que, num lance em que Jorge Ramalho hesitou na saída da bola, o Carvalhais marca o 1-3, resultado que finalizou o jogo. Então, Hernâni numa situação de desespero e inconformado com o resultado, já dentro do balneário, agarra na braçadeira de capitão, atira-a contra o chão, e reclama:
- Não temos nem guarda-redes, nem avançado!
Com esta frase, Hernâni despoletou um sentimento de antipatia, por parte de dois elementos que ocupavam aquela posição: Jorge Ramalho, que é uma pessoa bastante geniosa e impulsiva; e Carlitos.
Mas não era só isso que estaria afetando o clube naquela altura. Nesta época, Isidro Semblano começa a demonstrar alguns sinais de fraqueza, e a queixar-se imenso de dores de cabeça, chegando-me a contar na saída de um treino, um episódio, que na altura não valorizei muito, mas que depois, acabei por compreender.
Isidro Semblano virou-se para mim, e começou a descrever que tinha sonhado com a Guerra do Ultramar, e que parecia tudo tão real, que ele acordou com uma dor de cabeça, que ainda não tinha passado até aquela hora. Obviamente, achei que fosse qualquer coisa que tivesse a haver com o sonho.
Então chegamos na altura do primeiro grande “derby” vizinho, após 24 anos de interregno deste clássico, que tinha sido disputado pela última vez, em 1978: Fornelos vs Nespereira.
Nesse domingo, Isidro Semblano convocou toda a equipa para almoçar na Churrasqueira Faria, e eram 11h, estávamos almoçando e ouvindo o discurso incentivo do Presidente. Após o almoço dirigimo-nos para Macieira, para nos prepararmos para o jogo contra o Ac. Fornelos. Ainda esperávamos no “banco” sem a equipa se equipar, quando vimos o árbitro chegar junto com mais um elemento. O árbitro era jovem e chamava-se Nuno Ventura. Eu fui falar com ele, como delegado ao jogo, e então explicou-me que o seu outro auxiliar não podia ter ido, e assim seria decidido entre os delegados de jogo, quem iria ser o auxiliar. Eu já tinha em mente, o massagista do Nespereira FC, Armindo Ramalho, que já estava bastante habituado com a devida representação, e então decidimos que seria por cara ou coroa, sendo o Armindo Ramalho, o auxiliar.
O Fornelos marcou ainda na primeira parte, através de Sergito. Mas o jogo acabou sendo de uma imensa dureza, e até o público era duro com os jogadores. Num lance perto da linha lateral, entre Nuno Cardoso e Sergito, a mãe de Sergito fez um comentário nada agradável sobre a vida pessoal de Nuno Cardoso, demonstrando a que ponto chega a ignorância das pessoas no futebol, quando a mãe de Sergito é prima direita de Nuno Cardoso. Ao intervalo o Nespereira perdia 1-0 para o Ac. Fornelos. Na segunda parte, um senhor- dito distinto- de Vilar de Arca, que se comentava, era o grande investidor do Ac. Fornelos, resolve agredir Armindo Ramalho com um guarda-chuva, com este a exercer a função de auxiliar. Foi constatado e até o mesmo Armindo Ramalho, deu queixa do sucedido. No final, o Nespereira acabou perdendo por 1-0. Na entrada para os balneários, encontrava-se um pevidoso de boné e óculos, que se dirigiu a Nuno Cardoso e lhe disse:
- Para o ano jogas cá!
Mas Nuno, que sempre foi um jogador muito dedicado e fiel ao clube, nunca demonstrando sinais de mercenarismo algum, nem exigindo que o clube lhe pagasse algo, apenas respondeu:
- Nem morto jogo aqui!- terminando assim a abordagem que o pevidoso fez a sua pessoa.
Mas mesmo assim, o pevidoso continuou ali na entrada dos balneários, e, abordou o presidente e treinador do Nespereira FC, Isidro Semblano, provocando-o e agredindo verbalmente, com acusações sem nexo nenhum. Foi a única vez que vi, Isidro Semblano também ficar completamente irritado, parou na porta do balneário e começou a discutir com aquela triste figura. Aí, apareceu Hernâni que já tinha entrado, e eu, que estava chegando do balneário do árbitro, e interferimos, incentivando Isidro Semblano a entrar, mas com aquele irritante pevidoso sempre a agredir-nos verbalmente, perdi a paciência e dirigi-me a ele:
- Faz o favor de se calar? Acha que eu tenho medo de ti? Olha o que és, e olha para o que o Nespereira é!- entrando de seguida para o balneário, muito irritado com vontade de espancar aquela figura irritante.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

2º RESULTADO PARCIAL DA SONDAGEM DO NESPEREIRA

Nesta segunda semana de votações, já se notam algumas modificações no "onze" do Nespereira, em relação à semana passada.
Na baliza, João Bernardo e Branco igualaram Adriano na contagem dos votos (18%).
Nas laterais, não houve nenhuma alteração, a não ser a sobressaída de Ricardo que agora conta com 33% dos votos, mais 8% que Bernardes.
No centro da defesa Nuno Cardoso mantém-se como titular, mas Vilarinho já "roubou" o lugar de Hernâni, com 33%, menos 7% que Nuno Cardoso.
No meio-campo as escolhas são quase iguais, com muitos jogadores com 18%, com apenas Pepe se sobressaindo com 27%. Portanto na linha média, as alterações desta semana foram: a saída de Isidro Semblano,Da Rosa e Paulo Moura para as entradas de Nandito e Vítor Andrade.
Hoje, já se pode apresentar uma tática com 2 atacantes, pois Vítor Diogo conseguiu 38% dos votos, ultrapassando Nuno Carlos que se mantém com 23%.
A treinador, mantém-se Mário João, só que na igualdade com o "novo" treinador Rui Teles, com a mesma percentagem: 33%.

DE FUTEBOL FEMININO PARA FUTSAL, CASO VILARINHO E O JOGO DE CAMPEÕES DE MOIMENTA!



Na época seguinte 2002/03, recordo-me de Isidro Semblano, vir-me convidar para assumir o cargo de Secretário de Direção do Clube, e eu fiquei entusiasmado, mas, mesmo assim, de certa forma, disse para ele:
- Só aceito o seu convite se inscrever a equipa feminina no campeonato em Viseu.
Ele sorriu, e afirmou que o iria fazer. Fiz de conta que acreditei, pois eu sabia como o Sr. Isidro era uma pessoa bastante persuasiva e convincente, e pensei silenciosamente para mim “Bom...o que ele quer é que eu seja o Secretário da Direção, e para isso me promete que vai inscrever, mas vai acabar por nem se lembrar”!
Após mais algumas vezes de reunião, entre ele e eu, ele foi-me dizendo que já sentia algum cansaço, e queria preparar alguém para assumir toda a carga burocrática do clube, escolhendo-me a mim, e convidando-me a fazer um curso que ia haver em Viseu, da Federação Portuguesa de Futebol, para Secretário Técnico de Futebol. Eu prontamente aceitei, e dei conta de que a minha função seria como a de um secretário-técnico mesmo.
Nesse Verão, realizou-se a primeira Semana da Juventude, e eu estava na organização, e num dia, que estava sentado numa das salas de aula, da Escola da Feira, onde se encontrava a Feira do Livro, a tomar conta do evento, recebo uma chamada do Sr. Isidro Semblano. Atendi, e recordo-me dele me falar, um pouco em tom desanimador:
- Ercílio? Olha tenho uma notícia para ti! Este ano vais ter muito mais trabalho!
Eu curiosamente perguntei-lhe porquê, e a sua resposta foi esta:
- Porque eu inscrevi as “miúdas” no futebol, e vai haver o Campeonato de Futsal, e elas vão participar!
A minha primeira reação foi de uma alegria tal, que, não sabia se havia de rir, se havia de chorar. Só depois, quando fui falar com o Sr. Isidro é que este me explicou quem eram os adversários, o que se fazia, etc.
Mas a vida mete-nos em cada uma,não é? Nunca fui jogador de futsal, não gostava de ver futsal, e acabei treinando uma equipa de futsal. A primeira pessoa a quem dei a notícia, foi ao Daniel Vilarinho, meu adjunto. Ele também ficou muitíssimo entusiasmado.
Entretanto começa a minha corrida para saber mais sobre a modalidade, e muito e ajudou a Ana Sofia Teles, que me emprestou um livro da Universidade, sobre Futsal; e a Mariana Santos, que na altura trabalhava na Junta de Freguesia, num departamento da Câmara Municipal lá instalado, que rapidamente,  me arrumou o regulamento de utilização do Pavilhão Municipal Armando Costa.
Entretanto, Isidro Semblano começou a preparar a época seguinte (2002/03), e então surge um novo contratempo nos planos de Isidro Semblano- e nos meus também!
Daniel Vilarinho, ainda júnior, demonstrou interesse em se transferir para o Gondomar, após ter treinado lá, e o Gondomar também ter demonstrado interesse no jogador. Só que, Isidro Semblano, após reunião com a Direção, decidiu não aceitar esse pedido de transferência, tentando utilizar os mesmos argumentos que foram utilizados com o Sergito, na altura que o Ac. Fornelos pretendia o jogador.
Daniel Vilarinho era um central bastante eficaz, e muito bom nas marcações, e Isidro Semblano pretendia aproveita-lo para a equipa sênior.  Mas após a notícia da recusa, Daniel Vilarinho decidiu não jogar pelo Nespereira, como protesto contra a decisão diretiva.
Só que aqui entra o meu debate! Revoltado com o fato, Daniel Vilarinho recusava ativamente jogar pelo Nespereira FC, só que ele era o meu adjunto na equipa feminina, e, após uma conversa minha com ele, ele aceitou continuar a me ajudar a treinar as “miúdas”. Só que, quando fui pedir a Isidro Semblano para inscrever Daniel Vilarinho como dirigente do clube, a resposta que recebi foi esta:
- Não posso Cilo...o Daniel sabe bem que, se quiser continuar aqui, tem que jogar aqui! Para inscreve-lo, ele tem que parar com essa birra!
Como conhecia o Presidente, eu sabia que ele era uma pessoa bastante decidida, e não ia adiantar de nada tentar debater a idéia do Sr. Isidro. A mim, nada mais me restou, senão dar a notícia ao Daniel, de que ele não ia poder ser o meu adjunto, por causa de um diferendo completamente à parte da situação em causa, e que acabou por me prejudicar. Mas mesmo assim, Daniel Vilarinho não deixou de me dar apoio, e sempre acompanhou atentamente a progressão da equipa feminina.
Voltando à gestão, Isidro Semblano, demonstrava imenso entusiasmo na época que se avizinhava, e então resolveu inscrever o Nespereira nas seguintes categorias, na AF Viseu: 2ª Divisão Distrital- Zona Norte; Taça Sócios de Mérito; Infantis, Iniciados, Juvenis, Júniores, Futsal Feminino. O Nespereira FC era o clube, sem ser concelhio, que mais votos tinha na AF Viseu, nessa época. 
Após isto, o próprio presidente assumiu a função de treinador do Nespereira FC.
O primeiro jogo que o Nespereira teve nessa época, foi contra o Lobanense, em casa, para a Taça, e que o Nespereira venceu por 3-0.
Jogos para recordar dessa época, tem a deslocação de Nespereira a Moimenta da Beira. Moimenta da Beira apresentava-se como uma das equipas candidatas à subida de divisão, e ainda não tinha perdido um único ponto. Isidro Semblano, que costumava jogar em 4-4-2, dessa vez, optou por jogar em 4-5-1, com Carlitos a ser o único atacante, e pedindo para Quim vir apoiar a defesa, do lado direito, até porque era a estréia do “inexperiente” Rui Teles como titular, principalmente a jogar a defesa direito.
O Nespereira marcou a meio da primeira parte, através de um contra-ataque de Carlitos, indo para o intervalo a ganhar por 1-0. No ínicio da segunda parte, o Moimenta da Beira empatou o jogo, e começou a pressionar imenso, mas com o Nespereira a defender muito bem, com Hernâni e Nuno Cardoso em evidência, durante o jogo todo. Então, numa jogada de contra-ataque, pela direita, Sérgio Silva cruza a bola, e Vítor Andrade apareceu no segundo poste marcando o 1-2, explodindo de alegria o “banco” nespereirense. O Nespereira recuou, e a partir daí, conseguia defender muito bem, e o tempo ia passando, aumentando a fúria do público do Moimenta da Beira. Numa determinada situação, Isidro Semblano resolve tirar Rui Teles, e faz entrar José Júlio. Na saída de Rui Teles, um senhor já de certa idade, com um capacete na mão, acompanha-nos desde o meio de campo até ao nosso “banco”, a insultar o Rui Teles, e ameaçando, mas com o Rui Teles impávido e sereno, sem ligar ao que o adepto dizia. Nessa altura, ele encostou-se ao nosso “banco” e continuou a insultar, só que desta vez, o “banco” inteiro. Eu, numa tentativa de acalmar os ânimos, dirijo-me ao senhor, e digo-lhe:
- Ó meu senhor! Não há necessidade disso! Não precisa se exaltar assim.
Mas, o homem não me deu ouvidos, e começou a me insultar, só que eu com o meu jeito às vezes destemido, respondi para o senhor:
- O senhor podia ter mais juízo na cabecinha...já tem idade!
Maldita hora que abri a boca! De repente, vejo uma multidão que estava encostada à grade, deslocar-se em direção ao banco, e nos fazer passar cerca de 15 minutos debaixo de insultos constantes.
Voltando ao jogo, mesmo no final, já em tempo de descontos, num pontapé de canto, o Moimenta da Beira empata o jogo, evitando a derrota em casa.
No final, já na saída do campo, um dos jogadores do Moimenta da Beira se dirigiu a mim, encostou o dedo à minha cara, e ameaçou-me, chegando depois vários outros jogadores do Moimenta da Beira, que me cercaram, e de repente senti um impacto na minha cabeça, que foi o guarda-redes do Moimenta da Beira, que me agrediu, com um soco na parte de trás da cabeça. Fui salvo pelo Puck, que entrou no meio da confusão, e me retirou dali empurrando-me para fora! Nos vários anos que estive no futebol, foi a única vez que me agrediram! Ainda tentei falar com o árbitro, que assistiu a tudo, mas este negou ter visto algo! Esta foi a minha primeira lição para o futebol distrital: Em caso de confusão, ali prevalece a lei da selva! Vence o mais forte! Não vale a pena tentarmos recorrer às autoridades, como a arbitragem para resolver uma situação deste gênero.

sábado, 5 de janeiro de 2013

RESULTADO PARCIAL DA SONDAGEM SOBRE A EQUIPA DO NESPEREIRA

Após uma semana de existência, o blogue apresenta o primeiro resultado parcial da sondagem realizada aos internautas, adeptos do Nespereira FC, sobre os jogadores que mais marcam a vida do clube.
Poucos são os votos...ainda, mas já dá para tirar algumas conclusões.
Na baliza, lidera o guarda-redes paivense, que foi campeão da já extinta 3ª Divisão Distrital, Adriano, que tem 33% dos votos, mas com a proximidade de João Bernardo, Correia, Pedro Semblano e Hugo Maciel.
Na lateral, Nuno Cardoso- que também já desempenhou essa função!- lideraria conjuntamente com Ricardo, pois ambos tem 28%, mas, por ser líder noutra posição escolheu-se Bernardes, que encontra empatado com China, Armando Madureira e Diogo Batista, todos com 14%. Portanto, os laterais parcialmente são Bernardes e Ricardo.
A defesa central, os mais votados foram Nuno Cardoso, com 57%- o mais votado até ao momento- e Hernâni com 28%.
No meio-campo sobressaem cinco nomes com 28% dos votos: Isidro Semblano, seu filho Luís Semblano, o médio fabuloso Paulo Moura, o uruguaio Da Rosa e o "Mágico" Pepe. Mas Nandito, Alfredo Galhardo, Sérgio Silva, Paulo Monteiro e Helder Cruz ameaçam mudanças.
Na frente de ataque, Nuno Carlos é o único que sobressai com 37% dos votos, tendo os restantes votados Carlos Duarte, Nandito, Alfredo Galhardo, Marcelo, Mota, Carlitos, Vitor Diogo e Jorginho 12%.
Como treinador, no momento, o considerado melhor, pelos internautas é o nome de Mário João, com 37% dos votos. Rui Teles também se aproxima!
As votações continuam, e na próxima semana apresentaremos os resultados da semana! Entretanto, continuem a votar!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O TORNEIO FEMININO DE ESPADANEDO; A POLÉMICA ELETRICIDADE;A VITÓRIA NO TORNEIO DE PARIS E A FILIAÇÃO COM O BOAVISTA!



Na época da Páscoa de 2002, a equipa feminina de futebol, apesar de não ser oficial, disputou um torneio de Páscoa, em Espadanedo, com o Presidente, Isidro Semblano a nos emprestar  a “velha” carrinha Peugeot, que era conduzida pelo Daniel “Vilarinho” para nos deslocarmos a Espadanedo, todos os sábados de tarde, para jogarmos.
Mas como sempre,eu não podia levar as jogadoras todas, e assim obrigou-me a fazer algumas escolhas, tendo eu, que deixar de fora dois elementos muito queridos para o plantel, mas que eu considerava que poderiam render muito mais do que aquilo que rendiam na altura: Marcela e Teresa Duarte. Durante muito tempo, tive que ouvir as “indiretas” da Marcela para mim. Recordo-me que, por causa da Marcela, a Maria João chegou a me ameaçar, em pleno Café Barra Azul, que se a Marcela não fosse, ela também não iria. Mas falei com ela, e tentei chama-la à razão, e ela acabou sendo a capitã- que sempre foi- da equipa feminina. Já a Teresa, falei com ela, sentando-me na mesa para lhe explicar a minha opção, e após eu ter-lhe dito, que ela poderia render muito mais, que ela poderia melhorar, ela entendeu perfeitamente, e aceitou de forma pacifica a minha escolha.
Foi um torneio bastante cansativo, porque todos os sábados lá saíamos nós de Nespereira, na "velhinha" Peugeot azul desbotada pelo tempo, conduzida de forma esforçada pelo Daniel "Vilarinho", que me ajudava com a equipa feminina.
Em cima: Vilarinho (adj), Prof. Domingos, Bete, Célia Fonseca, Lurdes Cardoso, Maria João Tavares, Prof. Mário Teixeira   Em baixo: Ercílio Galhardo Neto (trein.), Cristiana Teixeira, Ana Maria Gonçalves, Isaura Cardoso, Lisa Tavares, Paula Simões
Uma das histórias curiosas foi o não aparecimento da Dulce num dos jogos, que todo mundo não sabia dela, aí acabei por saber em cima da hora, que a Dulce teria "fugido" com o seu namorado Faria, para a Inglaterra. Mal desliguei o telemóvel, as raparigas questionaram-me:
-A Dulce? Onde está a Dulce?- e eu admirado, em choque, somente respondi:
- A Dulce foi transferida! Foi jogar para o Blackburn Rovers!- resposta esta que deixou todo mundo sem entender o que eu disse, e que depois esclareci!
Neste torneio, vencemos, saímos invictos, só com vitórias, e com o melhor ataque do torneio, após uma vitória esmagadora sobre o Travanca. Recebemos o troféu da mão do vereador do Desporto, prof. Manuel Domingos, e ainda, o Presidente da Junta de Freguesia de Nespereira, Prof. Mário Teixeira,pagou-nos o jantar no Restaurante Mirante da Boavista.  Esta vitória, apesar de não ser muito valorizada, e até mesmo ter passado ao lado, da própria população nespereirense, foi uma vitória que chamou imensamente a atenção do Sr. Isidro para aquele grupo de miúdas que se esforçavam por ganhar pelo Nespereira FC.
Durante este período, começam a surgir alguns contra-tempos na gestão do clube, como por exemplo o problema da eletricidade. A Junta de Freguesia de Nespereira foi presidida durante vários anos por Isidro Semblano, que filiava o PSD. Mas, nas eleições de 2001, o PSD optou por apoiar o candidato Prof. Mário Teixeira. Então, Isidro Semblano quando soube, resolveu não desistir e apoiado por vários nespereirenses, fez uma lista associada ao CDS/PP. A campanha foi muito ativa, cheia de trocas de acusações, o que fez destas eleições  muito concorridas, mas mesmo assim, Prof. Mário Teixeira venceu as devidas eleições. Os dois conseguiram votos suficientes para dividir a Junta de Freguesia, mas como se previa o ambiente entre o Prof. Mário Teixeira e Isidro Semblano não era dos melhores, devido a muitas mágoas retidas das coisas ditas em campanha.
O Prof. Mário Teixeira decidiu começar a “varrer a casa”, e nos seus arrumos, descobriu que a eletricidade do Campo do Olival era toda arcada pela Junta de Freguesia de Nespereira. Não sei se por birrice ou por ética, a Junta de Freguesia avisou que não iria mais ajudar nas despesas da eletricidade do Nespereira FC, e que iria mandar cortar a conta que existia na EDP.
Este assunto deu uma dor de cabeça tremenda à Direção do Nespereira FC, que de repente se viu a braços com a hipótese de ficar sem energia eletrica, por aquilo que toda a população considerava, não ser uma atitude contra o clube, mas sim contra o seu presidente.
Fizeram-se Assembleias Gerais, o presidente da Junta de Freguesia, na altura esteve presente, argumentou as suas opções, foi debatido várias vezes,até chegar ao fim, e reconhecer que havia necessidade de legalizar, passando a eletricidade para o nome do clube, deixando assim de haver ajuda da Junta em relação ao clube.
Ainda antes do final da época, Isidro Semblano arranjou um torneio de equipas veteranas, para disputar em França.
Como os descobridores portugueses, há 500 anos, à procura da glória e ao serviço da pátria, um grupo de veteranos de idade, mas jovens na mente, saíram no dia 16 de Maio de 2002, em direcção à França, com o intuito de mostrar aos outros povos a garra nespereirense que os nossos compatriotas esperavam ver em campo.
Após uma viagem longa e cansativa– mas muito bem humorada– lá chegamos ao nosso destino, em Clichy– sous– bois, nos arredores de Paris. Fomos instalados num hotel simpático, juntamente com um grupo de estudantes polacas, checas, húngaras e romenas que chegaram em Paris à mesma hora.
O meu companheiro de quarto na primeira noite, foi o Varito. Passamos uma grande parte da noite a jogar cartas.
Na manhã seguinte, logo às 8 horas já estávamos a pé, para nos prepararmos para o jogo.
O meu entusiasmo em jogar num torneio como este era tal, que, eu nem me lembrei que era dia do meu aniversário. Só me lembrei, porque a minha Tia Zélia, não conseguia ligar para mim, e então ligou para a Profª Fernanda Resende, esposa do Sr. Toni Resende, e aí revelou-lhe que eu fazia aniversário, e que queria falar comigo. Foi quando a Profª Fernanda veio então me dar os parabéns, é que eu “voltei à terra”, e lembrei-me que realmente que era o dia do meu aniversário.
O nosso primeiro adversário foi uma equipa argelina ( da terra do Zidane), a quem batemos facilmente por 3-0, no estádio local, com golos de Almerindo e Vítor Andrade (2). Algumas horas depois voltamos a jogar contra a equipa do Amis Clichy, a quem também vencemos por 1-0, mas desta feita com um golo de Varito. Após isto fomos almoçar, e de seguida a equipa argelina, perguntou– nos ao nosso capitão– Isidro Semblano– se poderíamos emprestar o guarda redes suplente– neste caso, eu!- porque o guarda redes deles tinha fracturado a clavícula. O convite foi aceite, apesar do meu enorme medo, por jogar por uma equipa muçulmana. Apesar de tudo o jogo até correu bem…”ganhamos” 1-0 à equipa da casa! Não sofri nenhum golo– o que foi um milagre!
Entretanto, o Nespereira apenas necessitava de uma vitória para se qualificar para a final. Num jogo muito duro, já perto do final, Isidro Semblano faz um passe cruzado, e Toni Resende surge no segundo poste a marcar o golo que iria nos dar a vitória e o passaporte para a final do torneio, despoletando uma enorme ira na equipa dos Águias de Paris. Já no final da tarde fez-se o último jogo para se cumprir o calendário, em que fomos derrotados pelo Lusitânia de Clichy. A Final estava marcada para o dia seguinte!
No dia seguinte, fomos passear pela Cidade Luz, conhecendo os diversos pontos turísticos de Paris. À tarde, voltamos para jogar, e qual o nosso espanto, quando vemos que os nossos adversários tinham ido buscar os melhores jogadores das outras equipas para nos ganhar!
Entramos no jogo sem medo, e fomos muito perdulários até! No final o resultado era 0-0, Recorreu– se aos penalties! Nunca pensei viver uma sensação de angústia tão grande, ainda por cima, com o estádio apinhado de portugueses a assistirem e a torcer por nós! Vítor Andrade bate o primeiro penalty e marca. O adversário remata à trave.  Almerindo bate… e marca, pondo o Nespereira fez 2-0. O adversário, remata, e permite à Artur uma grande defesa, Isidro Semblano, bate o terceiro e marca… agora era só o adversário falhar! Num momento angustiante no banco, todos estavam em pé, mas o sr. Toni Resende diz– nos: “ainda não vencemos!”. O adversário corre e manda a bola por cima da barra! Foi uma explosão de alegria no Estádio. Parecia que tínhamos acabado de ganhar um Campeonato do Mundo! Por incrível que pareça, essa era a sensação, no meio dos risos, choros e aplausos dos adeptos presentes. A alegria era tanta, que eu me lembro de algumas crianças virem ter connosco, pedir autógrafos, camisolas e até as minhas luvas!!!! Foi memorável!
Relembrando os dezassete irredutíveis lusitanos: 1– Artur;2– Álvaro; 3– Hernâni;4– Domingos; 5– Alfredo; 6– Tonito; 7– Vítor Andrade; 8– Paulo Soares; 9– Varito; 10– Isidro Semblano; 11– Toni Resende; 12– Ercílio; 13– Tavares; 14– Eduardo;15– Almerindo; 16– Paulo Marques; 17– Paulo Cardoso.
Só se demonstrou que “velhos são os trapos!”
Em cima: Domingos, Ercílio, Almerindo, Álvaro, Isidro Semblano, Paulo Marques, Eduardo, Tony Resende, Artur Nunes Em baixo:Paulo Soares, Tavares, Paulo Bateira, Tonito, Varito, Alfredo, Vítor Andrade 


No regresso a Portugal, chegando em Nespereira, as esposas dos “veteranos” prepararam um pequeno lanche, no Café Soares, onde nos esperavam.
Esta época fica marcada também pelos festejos dos 50 anos do Clube, que a 31 de Maio de 2002 festejou com uma grandiosa cerimónia em honra do clube.
Nessa altura, fez-se um grandioso almoço, no Salão do Clube, onde foram convidados todas as entidades, inclusive ex-presidentes do Nespereira FC, e foi assinado um protocolo de filiação entre o Nespereira FC e o Boavista FC, que na altura acabara de ser campeão nacional, e era presidido por João Loureiro, que esteve presente. Na altura do discurso, o Sr. Isidro Semblano referiu que “poderia ter sido o FC Porto, Sporting CP ou até o SL Benfica, mas que optou pelo Boavista por ser um clube mais próximo, e que tinha a simpatia de todos os adeptos. Já João Loureiro referiu que “estava orgulhoso pelo fato do Boavista conseguir expandir os seus horizontes socialmente”, dando de presente ao Clube, uma enorme pantera prateada, símbolo do Boavista.  As cerimônias terminaram, quando houve um jogo entre o Nespereira FC e o Boavista FC, em que a equipa visitante se apresentou apenas com os juniores, vencendo o jogo por 1-0.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A LUTA PELO SERGITO, O REGRESSO DO GIGANTE MOUTA PINTO, "SERÁ DA VELHICE?", E A QUASE SUBIDA!



Após uma época  que o Nespereira conseguiu subir novamente na tabela, acabando em7º lugar, com Carlitos se revelando como o goleador da equipa, com 8 golos na época, seguido de Mainça, com 7.
Na transição da época 2000/01 para a época 2001/02, o Ac. Fornelos tinha entrado em competição, só que estava na 3ª Divisão Distrital, e tentavca angariar jogadores para o seu plantel. Havia um jogador muito virtuoso em Nespereira, oriundo de Fornelos, chamado Sergito. Sergito estava a chegar à idade dos seniores, era um jogador muito veloz e muito raçudo. Jogava cada jogo como se fosse o último!
Claramente, o Ac. Fornelos aliciou-o, e ele naturalmente aceitou, mas... ele precisava da carta de liberação do Nespereira FC. Na altura, o Ac. Fornelos não se deu ao trabalho de mandar um ofício a pedir a carta para o Nespereira, deixando esse trabalho ao serviço do próprio jogador. Isso, em certa parte, indignou o Sr. Isidro Semblano, e, ele com toda a astúcia dele e perspicácia, recusou dar essa mesma carta ao jogador, até porque o Nespereira FC é que havia formado Sergito, desde pequeno. Fruto também da rivalidade secular, existente entre os clubes vizinhos, começaram uma troca de acusações, entre alguns dirigentes do Ac. Fornelos e o Sr. Isidro Semblano.
Sabendo que a lei favoreceria o Nespereira, Isidro Semblano entendeu nunca levar isto como questão pessoal, mas sim como uma questão de defesa dos interesses do clube. Então, Isidro Semblano- e a Direção do Nespereira também!-tomou a decisão de apenas liberar Sergito, se o Ac. Fornelos pagasse o valor estipulado por lei, segundo a FPF, por causa de o Nespereira FC ter formado o jogador.
Alguns dirigentes do Ac. Fornelos não aceitaram bem esta decisão firme do Nespereira FC, e então, num domingo, perto da capela de S.Brás,já em horário de missa, um dos dirigentes do Ac. Fornelos  se dirigiu ao Sr. Isidro Semblano, e após uma breve troca de palavras, e acusações que o dirigente do Ac. Fornelos fez, este agrediu fisicamente o Sr. Isidro Semblano, na porta da capela.
Esta situação indignou não só a Direção da altura, como uma parte da população nespereirense. O Nespereira FC emitiu um comunicado público, redigido por Cláudio Oliveira, em que se condenava completamente a atitude inconsciente e violenta do dirigente do Ac. Fornelos.
Isidro Semblano- no meu ponto de vista, como diretor- estava defendendo os interesses do clube, não querendo abrir mão de um jogador que foi formado pelo Nespereira FC, e que poderia ser um potencial craque para o plantel, assim de mão beijada, ainda por cima, para uma equipa rival. Mas muitos nespereirenses não conseguiam ver por esse prisma, e acreditavam que isto seria uma birrice de Isidro Semblano em relação ao Ac. Fornelos, entendendo que o clube deveria liberar o jogador sem quaisquer custos para o Ac. Fornelos. No final, o Ac. Fornelos acabou por pagar o valor estipulado por lei, e ficou com o Sergito, no seu plantel.
Para a época seguinte, Isidro Semblano foi reeleito para o seu terceiro mandato como Presidente do Nespereira FC. Nessa época, de maneira simples, ele resolveu chamar para treinador do Nespereira FC, um ex- jogador do Nespereira FC, muito idolatrado pelos adeptos do clube, que era conhecido pela sua imensa força, e poder de finalização, na década de 90: Mouta Pinto! Mouta Pinto estava treinando a equipa de juniores do Cinfães, e se não me engano, treinou a equipa que esteve disputando o Campeonato de Juniores  Nacional.  Era uma pessoa que sabia impor respeito, embora também fosse muito brincalhão. E sentia o jogo! Para ele cada jogo, era como se fosse o último! Entusiasmava-se e passava esse entusiasmo para os jogadores!
Nessa época, o Nespereira fez a sua melhor época de sempre, apenas batida pela época em que subiu da 2ª Divisão Distrital, para a 1ª em 1994/95. Os números dizem tudo: 15 vitórias, 6 empates, e 5 derrotas, com 63 golos marcados (segunda melhor marca de sempre) e 37 golos sofridos.
Jogos que se recordam bem, foi uma deslocação do Moimenta da Beira ao Olival, que o Moimenta da Beira viria para lutar para a subida. Na altura, quatro equipas estavam no topo da tabela, lutando pela subida (Castro Daire, Lamelas, Sernancelhe e Moimenta da Beira). Este jogo foi muito importante para relançar o Nespereira FC, na luta pela possibilidade da subida. Influenciados por uma época fenomenal que o Sporting CP fez na época passada, e que fora campeão, que jogava João Pinto, Jardel, Hugo Viana, Jardel sempre que marcava um golo, levantava a camisola com os dizeres: “Será do Guaraná?”. Então, por influência do Cláudio Oliveira, pois a idéia partiu mesmo dele, este pediu se eu não faria umas camisetas com uns dizeres jocosos. Recordo-me que fiz quatro camisolas, uma para o Hernâni, que dizia “Será da velhice?”, pois Hernâni era o “capitão” da equipa e o mais velho dos jogadores; outra para o Pepe, dizendo “Será das noitadas?”, porque Pepe era uma pessoa muito boémia, e adepto de noitadas; e as outras duas camisolas já não me lembro para quem foram, nem os dizeres. Estas duas eu me recordo, porque, o Nespereira ganhou 4-0 ao Moimenta da Beira, e Hernâni marcou um golaço de cabeça, e Pepe também marcou, com os dois a festejarem, mostrando as camisolas com os dizeres, provocando o riso no público.
No último jogo, o Nespereira  se deslocou a São Martinho de Mouros, em Resende, para defrontar a equipa local, e apenas necessitava de ganhar o jogo para subir de divisão. O Nespereira adiantou-se, e estava ganhando por 2-1, quando o “capitão” do São Martinho de Mouros se dirigiu ao Sr. Isidro Semblano, ao intervalo, e disse:
- Se vocês nos pagarem 350 contos, nós vos deixamos ganhar o jogo!
Mas o Sr. Isidro Semblano, não sei se terá sido por confiança, ou mesmo por ética, respondeu-lhe negativamente.  Na 2ª parte, o Nespereira acabou perdendo o jogo por 4-2, acabando em 4º lugar, frustrando assim o sonho de subir de divisão.
Nessa época também, quem subiu de divisão, da 3ª para a 2ª foi o Ac. Fornelos, que na próxima época já iria disputar o campeonato connosco, prevendo-se assim o retorno dos “derbys” vizinhos.