A primeira vez que vi o Nespereira FC a jogar
no campeonato distrital, o Nespereira jogava na 3ª Divisão, e o clube era
presidido por Adelino Soares, no qual me recordo, de não haver bancadas, o
campo era extremamente pequeno, todo cercado por blocos de cimento, e os
balneários rudemente feitos, no subsolo, onde tinham umas escadas, que davam
acesso ao campo. Estavamos na época de 1989/90. Meu Pai, Alfredo Galhardo, fez
questão de me inscrever e meu irmão, Francisco, como sócios do Nespereira,
tendo pela primeira vez, o cartão de sócio. Mal sabia eu, que ali nasceria uma
das minhas maiores paixões associativistas.
Nessa época, o Nespereira prometia lutar pela
subida, e o Nespereira apresentava um plantel fantástico, que continha nomes
que ficaram na história do clube, como Adriano, Bernardes, Pereira, Luís Pinto,
o cabeludo Vítor Oliveira- que era suplente, mas entrava sempre para marcar
golos- Tó Mané, entre muitos outros.
Os jogos começavam geralmente às 15h, mas por
volta das 14h45 já estava o campo todo cercado de público, e, ouvíamos o Sr.
Laurentino Alves Pinto, numa espécie de barraquinha localizada por cima das
escadas dos balneários, onde ele, numa aparelhagem de som, ligadas por aqueles
fios pendurados que passavam por cima das nossas cabeças, ligados a uns
altifalantes obsoletos, ele apresentava o alinhamento das equipas que jogavam.
Sobre esta época, apenas posso dizer que me
recordo, dos jogos duramente disputados, das goleadas que o Nespereira dava-
até que me recordo que houve um jogo, em que o Nespereira ganhou por 4-0, e o
pessoal criticou dizendo que o Nespereira tinha jogado mal!-, e da conquista do
campeonato nesse ano, assim como a subida para o 2ª Divisão Distrital.
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