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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A DIFICIL MISSÃO DE TREINAR CRIANÇAS/ADOLESCENTES!



Recordo-me que na primeira reunião, Isidro Semblano pediu o empenho, disponibilidade e a dedicação de todos os elementos dos corpos gerentes. Aí, eu me disponibilizei para ajudar em alguma coisa, caso fosse necessário, e o presidente olhou para mim, e me perguntou se eu daria uma ajuda ao treinador dos Infantis, Armindo Ramalho. Meu primeiro papel no Nespereira FC, foi como treinador dos guarda-redes das camadas jovens. Que equipa “infernal”! Eram muito travessos aqueles miúdos! O Carlos, guarda-redes era o pior. Um loirinho, de olhos claros, com cara de anjinho, mas no fundo era um diabinho autêntico! Não parava quieto, tinha a mania que era engraçadinho,como é natural da época que viveram. Nessa altura, jogava nos infantis, o João Ramalho- que era o chorão da equipa-, o Itália, o Carlos Miguel, o Vítor Diogo, o Rafael Cardoso, o João Carlos, o Picheleiro, entre outros.
Lembro-me de num jogo, em Satão, que o Armindo Ramalho não podia ir para o “banco” porque tinha sido expulso do “banco”, num jogo dos seniores, pois além de treinador dos infantis, Armindo também era massagista dos seniores, e no jogo anterior tendo sido expulso não podia ir para o banco, durante 10 dias que acumulou de castigo.
Então,  no “banco” de suplentes ficou o Sr. Isidro e eu, que me estreei no “banco” de suplentes, como dirigente, em Satão. Mas a estréia não correu nada bem, pois o Nespereira foi goleado por 10-1, com um golo de João Carlos, de livre.
Antes, porém, na viagem, lembro-me de fazermos a viagem numa Renault da Junta de Freguesia, com apenas três lugares, levando os miúdos atrás, numa alegria tremenda, só incomodada quando, perto de Cabril, o Jorge “Picheleiro” pediu para pararmos porque se sentia enjoado, e então paramos para o dito jogador regurgitar, enquanto os outros elementos gozavam da situação, brincando com ele.

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