Recordo-me que na primeira reunião, Isidro Semblano
pediu o empenho, disponibilidade e a dedicação de todos os elementos dos corpos
gerentes. Aí, eu me disponibilizei para ajudar em alguma coisa, caso fosse
necessário, e o presidente olhou para mim, e me perguntou se eu daria uma ajuda
ao treinador dos Infantis, Armindo Ramalho. Meu primeiro papel no Nespereira
FC, foi como treinador dos guarda-redes das camadas jovens. Que equipa
“infernal”! Eram muito travessos aqueles miúdos! O Carlos, guarda-redes era o
pior. Um loirinho, de olhos claros, com cara de anjinho, mas no fundo era um
diabinho autêntico! Não parava quieto, tinha a mania que era engraçadinho,como
é natural da época que viveram. Nessa altura, jogava nos infantis, o João
Ramalho- que era o chorão da equipa-, o Itália, o Carlos Miguel, o Vítor Diogo,
o Rafael Cardoso, o João Carlos, o Picheleiro, entre outros.
Lembro-me de num jogo, em Satão, que o Armindo
Ramalho não podia ir para o “banco” porque tinha sido expulso do “banco”, num
jogo dos seniores, pois além de treinador dos infantis, Armindo também era
massagista dos seniores, e no jogo anterior tendo sido expulso não podia ir
para o banco, durante 10 dias que acumulou de castigo.
Então,
no “banco” de suplentes ficou o Sr. Isidro e eu, que me estreei no
“banco” de suplentes, como dirigente, em Satão. Mas a estréia não correu nada
bem, pois o Nespereira foi goleado por 10-1, com um golo de João Carlos, de
livre.
Antes, porém, na viagem, lembro-me de fazermos
a viagem numa Renault da Junta de Freguesia, com apenas três lugares, levando
os miúdos atrás, numa alegria tremenda, só incomodada quando, perto de Cabril,
o Jorge “Picheleiro” pediu para pararmos porque se sentia enjoado, e então
paramos para o dito jogador regurgitar, enquanto os outros elementos gozavam da
situação, brincando com ele.
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