Nesse mesmo ano, começaram os aproveitamentos
do salão, para o que foi chamado de “Noites Loucas”, que eram uma adaptação, no
salão, de uma discoteca. Luzes apagadas, com apenas uma luz fraquinha, que
piscava perante um adaptador artesanal, manuseado por nós alternadamente; a
mesa de som dos “Sons do Ardena”, ligadas à minha aparelhagem de som, e a um
leitor de CD’s portátil, do Jorge Pereira. O salão ficava cheio de juventude,
que se deslocava para ouvir as músicas de discoteca da altura. Os DJ’s eram o DJ Jorge, DJ Bela e DJ Cilo. O DJ Jorge
iniciava a noite, com música techno e disco, com o Pedro, depois passando mais
axé, com músicas de Banda Eva, Terrasamba, Daniela Mercury e Banda Cheiro. Eu,
era mais direcionado para o Rock.A festa agüentava até às 5/6 h da manhã. Mal
sabíamos, que aqui com esta festinha, estava-se a dar o primeiro passo para uma
revolução cultural, que futuramente viria afetar muito a tradição
nespereirense.
Falando em tradição, não podemos esquecer
também, que todas as sextas-feiras, a partir de Fevereiro/Março, o salão era
cedido ao Rancho Folclórico de Nespereira, presidido por Idalete Teles, que ali
ensaiava as danças, pelo seu ensaiador Fernando Soares.
Os ensaios do Rancho, apesar de serem ensaios,
também acumulavam muita gente no salão do clube, que iam para ver, e algumas
vezes para participar das danças.
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